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Com as vozes de Zezé Motta e Carlos Francisco, a animação 'ANA, EN PASSANT' fará sua estreia na competição do Festival de Brasília
Primeiro longa de Fernanda Salgado combina animação 2D, rotoscopia, colagem e stop-motion em uma história sobre memória e pertencimento
Publicado em 18/08/2026 15:10
CINEMA
Fernanda constrói uma narrativa em que as diferentes técnicas também ajudam a traduzir as camadas da memória. - Foto: Divulgação

Terreno fértil para possibilidades narrativas e capaz de dar forma a sentimentos, lembranças e ausências, a animação foi a linguagem escolhida pela diretora Fernanda Salgado para contar uma história que atravessa memória, família e os espaços vazios que muitas vezes nem sabemos que precisamos preencher. Em ANA, EN PASSANT, seu primeiro longa-metragem, a cineasta acompanha a jornada da jovem Ana, que deixa Paris e parte para Belo Horizonte em busca do passado de sua família. O filme fará sua première na Competição do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Combinando animação 2D, rotoscopia, colagem e stop-motion, Fernanda constrói uma narrativa em que as diferentes técnicas também ajudam a traduzir as camadas da memória. A história começa em Paris, onde Ana viveu com sua avó brasileira. Quando a avó morre, deixa para a neta uma caixa com uma carta, objetos, duas chaves e um endereço em Belo Horizonte. Fascinada por descobrir um capítulo que não conhece de sua própria história, ela viaja para o Brasil. 

O longa marca a realização de um projeto que acompanha Fernanda Salgado há mais de uma década. Em 2012, o roteiro de ANA, EN PASSANT foi selecionado para o Script Station, programa de desenvolvimento do Berlinale Talent Campus. Agora, o projeto chega às telas de um dos mais importantes festivais de cinema do país com as vozes de Jéssica Pierina, que vive a protagonista que dá nome ao filme, Zezé Motta e Carlos Francisco.

ANA, EN PASSANT trata a memória não apenas como registro do que passou, mas como parte da construção de identidade e pertencimento.

SINOPSE:

Depois da morte de sua avó, Ana, uma jovem mulher negra franco-brasileira, se vê à deriva na cidade em que nasceu e sempre viveu, isolando-se cada vez mais em seu próprio luto. Seguindo pistas deixadas pela avó, viaja a Belo Horizonte, no Brasil, e lá encontra Alice, morando no antigo apartamento de sua avó. No decifrar da cartografia afetiva da cidade e de memórias e conexões ancestrais que as atravessam e são por elas atravessadas, Ana e Alice desvendarão o que significa se tornar quem são.

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