Após passagem pelo Festival Internacional de Karlovy Vary, na República Tcheca, um dos mais antigos da Europa, o drama de ficção-científica FUTURO FUTURO, conquistou no último Festival de Cinema de Brasília o Troféu Candango de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Oficial, além de Melhor Roteiro, Montagem e Menção Honrosa para o ator Zé Maria Pescador.
Produzido pela Vulcana Cinema e rodado em Porto Alegre, o filme é o quarto longa de Davi Pretto que, depois de "Castanha" (2014), "Rifle" (2016) e de "Continente" (2024), transformou sua cidade natal em uma metrópole futurista.
Para interpretar K, personagem protagonista, o diretor escalou o potiguar Zé Maria, ator conhecido por seus trabalhos em filmes como "O Clube dos Canibais" (2018) e "Paloma" (2022), além da série "Maria e o Cangaço" (2025).
Zé Maria contracena com João Carlos Castanha, que batiza e protagoniza o primeiro filme do cineasta, além de Carlota Joaquina ("Seus Ossos e Seus Olhos"), Clara Choveaux ("Luz nos Trópicos") e Higor Campagnaro ("O Animal Amarelo"). Olivia Torres, atriz de "Ainda Estou Aqui", vencedor do Oscar de filme internacional, e protagonista de "Continente", também empresta sua voz para o novo trabalho de Pretto.
"Ao imaginar um futuro marcado pela inteligência artificial e pelos impactos da tecnologia, o filme Futuro Futuro convida o público a refletir sobre os rumos do desenvolvimento tecnológico e seus efeitos na vida cotidiana. Patrocinador do longa, o BNDES acredita na força do audiovisual brasileiro para estimular o diálogo e a reflexão crítica sobre temas relevantes para sociedade, sem abrir mão da emoção e do engajamento com o público", pontua Marina Moreira, superintendente da Área de Relacionamento, Marketing e Cultura do BNDES.
A distribuição do filme é patrocinada pelo BNDES através do Patrocínio Cultural No 01/2025 – BNDES – Projetos Audiovisuais de Longa-Metragem.
SOBRE O FILME
Ficção científica nada convencional e de baixíssimo orçamento, "FUTURO FUTURO" foi rodado em apenas 16 dias em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A produção teve suas filmagens interrompidas por meses devido à maior enchente da história do estado, em maio de 2024. Um filme distópico que se deparou com uma distopia real inimaginável. Depois que a enchente inundou locações que ainda fariam parte das filmagens, e diante de recursos escassos para concluir as diárias, Davi decidiu incorporar radicalmente imagens de inteligência artificial, tanto como o elemento distópico previsto na história, quanto como uma solução para terminar o filme.
O filme investiga de maneira provocativa o potencial poético na estupidez e absurdo da imageria IA, que gera intenso debate na indústria cinematográfica e no nosso cotidiano. FUTURO FUTURO reflete sobre os perigos cognitivos e políticos dos avanços da inteligência artificial, tecnologia que tem mudado o mundo do trabalho, das relações sociais e alterado a nossa percepção do que é real e o que não é. Ao mesmo tempo, se debruça sobre os desafios e limitações do próprio fazer cinema independente em um mundo transformado por catástrofes climáticas constantes e por imagens artificiais que redefinem radicalmente nosso olhar e nosso imaginário.
O DIRETOR
Davi Pretto (Porto Alegre, 1988) escreveu e dirigiu os longas "Castanha" (2014), estreado na mostra Forum do 64º Festival de Berlim e eleito Melhor Filme da mostra Novos Rumos no Festival do Rio, "Rifle" (2016) exibido na Forum do 67º Festival de Berlim e vencedor dos prêmios da Crítica e Roteiro no Festival de Brasília, "Continente" (2024) exibido na competição do 57º Festival de Sitges e eleito Melhor Direção na mostra Novos Rumos do Festival do Rio, e FUTURO FUTURO (2025) que teve sua estreia mundial no 59º Festival de Karlovy Vary, na mostra competitiva Proxima, e recebeu quatro prêmios no 58º Festival de Brasília, incluindo Melhor Filme.

SINOPSE
Em um futuro próximo, onde os avanços em inteligência artificial coexistem com o surgimento de uma nova síndrome neurológica, um homem sem memória de 40 anos chamado K é acolhido por um clickworker solitário de 60 anos na parte empobrecida de uma chuvosa cidade brasileira. Após usar um viciante dispositivo IA em um curso para pessoas com a estranha síndrome, K embarca em uma jornada trágica e absurda para tentar encontrar o seu lugar no mundo.