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Selecionado para o CINE/PE, 'MAPAS' usa elementos do horror para revisitar memórias submersas de Brasília
Longa de estreia de Rafael Lobo, que revira as origens da capital federal, integra a Mostra Competitiva de Longas-Metragens do festival pernambucano
Publicado em 11/05/2026 16:05
CINEMA
A trama leva a professora Júlia e o mestrando Sérgio na busca por pistas sobre o desaparecimento de uma mulher. - Foto: Divulgação

Sob as águas do Lago Paranoá se esconde um mistério que remonta às origens de Brasília e ainda assombra a geometria planejada da capital federal. É desse encontro entre memória histórica e narrativa fantasmagórica que surge MAPAS, primeiro longa-metragem dirigido por Rafael Lobo. Produzido pela Machado Filmes em parceria com a Tao Luz e Movimento e a Levante Filmes, o filme terá sua estreia nacional na próxima edição do Cine/PE.

A trama acompanha a professora Júlia e o estudante de mestrado Sérgio na busca por pistas sobre o desaparecimento de uma mulher. A investigação conduz os protagonistas às ruínas de um povoado que abrigava trabalhadores envolvidos na construção de Brasília, trazendo à tona o passado submerso da cidade. MAPAS "dá vazão ao meu interesse pelo horror, gênero que me fascina desde a infância, quando assistia sozinho, nas madrugadas, a imagens que pareciam tão potentes e transgressoras", explica Lobo.

Segundo o cineasta, o contato dos personagens com essas memórias inundadas os coloca diante de seus próprios fantasmas: "entidades que se entrelaçam diretamente com os traumas mais profundos de cada personagem e que se refletem, em última instância, nas cicatrizes da história de Brasília".

Selecionado para a Mostra Competitiva de Longas-Metragens do Cine/PE, MAPAS terá suas primeiras exibições no Recife entre os dias 1º e 7 de junho.

SINOPSE

Júlia e Sérgio partem em busca de Rebeca, uma cicloativista desaparecida, atravessando Brasília, uma cidade marcada por silêncios e histórias soterradas. A investigação os leva a tragédias esquecidas, onde ruínas, memórias e presenças inquietantes se entrelaçam. Entre o real e o fantástico, MAPAS se constrói como uma travessia por fantasmas do passado que ainda ecoam no presente.

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