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Malu Galli e Julia Stockler protagonizam SÍLABAS DO SÁBADO, adaptação da obra de mariana Salomão Carrara
Dirigido por Fabiana Winits com roteiro de Rita Piffer, o longa acompanha a improvável amizade entre duas mulheres unidas por uma tragédia
Publicado em 12/10/2026 15:39
CINEMA
Trama segue Julia Stockler (Foto: Jorge Bispo) e Malu Galli (Foto: Canivello)

A trama acompanha Ana (Julia Stockler), arquiteta em gravidez avançada, que em uma tarde de sábado aguarda o marido, André, para carregarem juntos um quadro grande recém-emoldurado até em casa. André não chega: a caminho de encontrá-la, foi atingido pelo corpo de um homem que pulou do décimo andar. André e o homem morrem na calçada do prédio, e a vida de Ana, agora viúva, desmorona.

Sem dinheiro e sem forças, sua única saída é processar Madalena (Malu Galli), vizinha e viúva do homem que atingiu André ao pular do edifício. Mas é justamente Madalena quem aparece a sua porta oferecendo ajuda.

Exausta, Ana aceita o apoio da mulher enquanto secretamente investiga suas finanças para processá-la. Contra todas as possibilidades, nasce entre elas uma amizade improvável. Quando a verdade explode no tribunal, Ana é forçada a escolher entre a indenização e a única família que lhe restou.

Não Fossem as Sílabas do Sábado, de Mariana Salomão Carrara (ed. Todavia)

"É uma obra emocionante que nós queríamos muito contar na RT Features. Adaptar 'Não Fossem as Sílabas do Sábado' para o cinema é levar para a tela uma história potente sobre afeto, perda e recomeço", comenta Rodrigo Teixeira, produtor e fundador da RT Features.

O livro foi um sucesso de crítica desde o lançamento. Em resenha publicada no Observador (aqui), Ana Dias Ferreira o descreve como um "romance belíssimo sobre a fragilidade da vida, a constante mudança e a resiliência". A obra também venceu o Prêmio São Paulo de Literatura de 2023.

"Sempre amei cinema. Meus livros são verdadeiramente conduzidos pela linguagem, é verdade, narro de dentro da cabeça dos narradores. Ainda assim, sinto que vejo tudo em cenas, é possível que ao lado das palavras exista alguma câmera mental vendo essas pessoas nos seus apartamentos. Estou muito emocionada e curiosa para conhecer o filme que o meu livro inspirou", diz Mariana Salomão Carrara.
"É uma alegria enorme dirigir meu primeiro longa, com produção da RT Features, a partir de um livro tão potente e sensível como o da Mariana Carrara Salomão. Tenho um carinho profundo por essas mulheres e pela relação que elas constroem. A preparação está sendo um mergulho feito de muita troca com as atrizes e a equipe, descobrindo juntas os gestos, os espaços e o ritmo dessa história. Quero um filme vivo, íntimo, em que a dor conviva com o humor, a tensão, o desejo e a possibilidade de encontro", diz Fabiana Winits.

Rita Piffer, roteirista de SÍLABAS DO SÁBADO, lembra que "assim que terminei de ler o livro, senti que conhecia aquelas personagens e me veio de forma muito orgânica o recorte e o tipo de dramaturgia minimalista e misteriosa que me interessava construir. Senti que estava diante de uma oportunidade criativa rara, sobretudo porque a RT instiga o risco. A Fernanda Frotté, supervisora do desenvolvimento da produtora, foi uma interlocução vibrante e fundamental no processo de adaptação".

A RT Features possui vasta experiência em adaptações literárias para o cinema, e SÍLABAS DO SÁBADO é o próximo título que a produtora levará às telas. Entre as obras que ganharam versões cinematográficas com o selo RT estão 'Me Chame Pelo Seu Nome', vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 2018; 'Ainda Estou Aqui', em parceria com VideoFilmes e Mact Productions; 'A Vida Invisível'; 'Quando Eu Era Vivo'; 'Enterre Seus Mortos'; além dos recentes 'La Perra', 'Zero K' e 'Los Cuerpos del Verano'. Para Teixeira, "a RT Features acredita no potencial das adaptações literárias como ponto de encontro entre grandes histórias e a linguagem do cinema".

Sobre a diretora

Diretora e roteirista, Fabiana Winits, começou a trabalhar com teledramaturgia em 2017. Desde então, se dedica a diversos trabalhos, dentre os quais estão a série "Onde Nascem os Fortes" e a novela "Amor de Mãe", ambas da TV Globo. Criou, produziu e dirigiu o média-metragem "Amores Pandêmicos", lançado no Canal Brasil em 2023, além de também ter produzido e dirigido a série "Dates, Likes e Ladrilhos", lançada no Canal Brasil em 2022. No segundo semestre de 2021, dirigiu e roteirizou o longa-documentário "Apolo", produzido pela Bionica Filmes e pela Capuri TV. Em abril de 2022, filmou o longa "A Batalha da Rua Maria Antonia", vencedor de Melhor Filme no Festival do Rio, com direção e roteiro de Vera Egito, no qual assina como diretora assistente. Foi diretora da segunda unidade da série "Treme Treme", da Amazon Studios, com direção geral e roteiro final de Vera Egito e produção da Paranoid. Em 2025, assina direção de segunda unidade da série Tremembé da Amazon Prime. 

Destaques:

  • Tremembé (2025, série Amazon Prime, direção de segunda unidade)
  • A Batalha da Rua Maria Antônia (2023, longa-metragem, direção assistente) - Melhor Filme no Festival do Rio
  • Amor de Mãe (2020, novela Rede Globo, diretora de segunda unidade)

Sobre a roteirista

Rita Piffer formou-se em Jornalismo na UFSC e obteve o seu MFA em Cinema na San Francisco State University. Trabalha como roteirista para várias produtoras audiovisuais brasileiras e internacionais, entre elas o canal Studio+, Gullane, VideoFilmes e Gaumont. Roteirista do longa-metragem "Cyclone", um drama de época dirigido pela premiada cineasta Flávia Castro, estrelado por Luiza Mariani e Eduardo Moscovis, lançado no Festival do Rio 2025. Foi roteirista da série documental "Retratos Urbanos" (TV Futura) e fez parte do núcleo de criação de séries de ficção e não-ficção "Refinaria de Histórias", da Revista Piauí, sob a supervisão de Sérgio Machado e João Moreira Salles. Escreveu também o longa-metragem "Og­ro", de Carolina Jabor, atualmente em pós-produção. 

Destaques:

  • Cyclone (2025, longa-metragem, roteiro) - Festival do Rio 2025 (Première Brasil)
  • Paradeiros (2024, longa-metragem documentário, direção) - Festival do Rio 2024 (Première Brasil: Competições Novos Rumos Longa-Metragem)

Sobre a Autora

Mariana Salomão Carrara é graduada em Direito pela Universidade de São Paulo, tendo sua experiência acadêmica e prática orientada à área criminal. Desenvolveu pesquisa no âmbito do Ensino Jurídico e trabalha como defensora pública. Desde a infância, demonstrou interesse pela escrita. Durante a adolescência, teve contato com a obra de Lygia Fagundes Telles, considerada uma de suas principais influências literárias. Seu primeiro livro publicado foi o romance Idílico (2007), seguido por Delicada Uma De Nós (2015); Fadas e Copos No Canto Da Casa (2017); Se Deus Me Chamar Não Vou (2019, finalista do Prêmio Jabuti), e É Sempre A Hora Da Nossa Morte Amém (2021); e pelo vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura de 2023, Não Fossem As Silabas Do Sábado. Em 2024, publicou o romance A Árvore Mais Sozinha do Mundo, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, e participou com um conto da antologia O Dia Escuro, organizada por Fabiane Secches e Socorro Acioli. Também foi convidada para a FLIP no mesmo ano.

Destaques:

  • Não Fossem As Sílabas Do Sábado, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura de 2023
  • A Árvore Mais Sozinha do Mundo, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2025
  • Palestrante na FLIP 2024

Sobre Julia Stockler

Em 2019, a atriz ganhou maior projeção ao protagonizar o filme A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, ao lado da atriz Carol Duarte. O filme foi selecionado para o Festival de Cannes e foi muito bem recebido pela crítica, especialmente pela atuação das protagonistas. Esse trabalho lhe rendeu vários prêmios e indicações, incluindo a de melhor atriz no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, concedido pela Academia Brasileira de Cinema. Em sua primeira telenovela da Rede Globo, Éramos Seis (2019), interpretou a autista Justina. Em seguida, interpretou Cacilda na minissérie Os Últimos Dias de Gilda, e Irina em Verdades Secretas II, que se envolvia em um quadrado amoroso com a própria família ao ter um caso com o modelo Matheus (Bruno Montaleone). Voltou às novelas em 2024 com uma participação em "Garota do Momento" como Valéria, mãe biológica de Bia/Isabel (Maisa Silva). No mesmo ano, integrou o elenco da novela da Max "Beleza Fatal" como Gisela, herdeira de Alías (Herson Capri) que lida com um Transtorno Mórfico Corporal intensificado pelo marido, o cirurgião plástico Rog (Marcelo Serrado); a novela foi disponibilizada pela plataforma em janeiro de 2025, e, por sua interpretação como Gisela, Julia recebeu elogios de público e crítica. No mesmo ano, apareceu em "Raul Seixas: Eu Sou" como Tânia, uma das esposas do cantor. Atualmente integra o elenco de sucesso da novela "Quem Ama Cuida" com a personagem Suely. Em 2026, Stockler interpretou Thereza Bulhões, em  "Brasil 70: A Saga do Tri".

Sobre Malu Galli

Atriz, autora, produtora e diretora conhecida por seus trabalhos na TV Globo como Lúcia na série "Queridos Amigos" (2008), Lygia em "Cheias de Charme" (2012), Maria Lídia em "Amor de Mãe" (2019) e Violeta em "Além da Ilusão" (2022). Durante a pandemia de COVID-19, retornou a "As Five" (2020) com a personagem Marta que havia interpretado em "Malhação: Viva a Diferença". No cinema, ganhou destaque por interpretar Chiquinha Gonzaga em "O Xangô de Baker Street" (2001), Pérola em O Contador de Histórias (2009) e Ana em 180° (2011), trabalho esse que lhe rendeu uma indicação da crítica cinematográfica brasileira ao Prêmio Guarani de Melhor Atriz em 2012. Foi também vencedora de um Kikito no Festival Gramado e um Prêmio Arte Qualidade Brasil. Em 2025, ganhou nova projeção nacional ao estrelar na novela "Vale Tudo" com a personagem Celina.

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