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Festival CINE INCLUSÃO 60+ EM FOCO reúne 21 filmes entre produções nacionais, internacionais e estreias na 6ª edição
Seleção reúne filmes de cinco estados brasileiros e seis países; edição também terá fórum sobre o Brasil 60+ e troféu criado por José Roberto Aguila
Publicado em 16/09/2026 15:34
CINEMA
O FESTIVAL CINE INCLUSÃO 60+ EM FOCO chega à sexta edição com 21 filmes nacionais e internacionais. - Foto: Divulgação

Mulher Papaya, de Camila Tarifa. - Foto: Divulgação

O FESTIVAL CINE INCLUSÃO 60+ EM FOCO chega à sexta edição com 21 filmes nacionais e internacionais na programação, além de novas ações dedicadas ao debate sobre envelhecimento e representatividade. Entre as novidades, estão um fórum especial, a apresentação de um troféu criado por José Roberto Aguilar e o resultado das oficinas de cinema realizadas com 175 participantes. O evento acontece de 20 a 27 de setembro, de forma gratuita, nas cidades de São Paulo, Campinas e, pela primeira vez, ocorrerá em Santos.

A seleção de filmes está organizada entre a abertura do evento, a Mostra 60+ em Ação, a Mostra Competitiva Nacional e a Mostra Internacional. Jornalista e um dos curadores da Mostra Competitiva Nacional, Luiz Carlos Merten destaca a diversidade de temas presentes nos filmes escolhidos para a seleção. “Estimulam a reflexão. Falam de gente. São o nosso convite de curadores para que todos nos vejamos na tela”, resume. Esta edição também conta com um novo troféu de Melhor Filme, criado pelo artista José Roberto Aguilar.

A abertura reúne três produções brasileiras: MULHER PAPAYA, de Camila Tarifa, curta que conquistou os prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Filme pelo júri da crítica no 54º Festival de Cinema de Gramado, e acompanha Hilda, uma mulher de 70 anos cuja rotina se transforma a partir da relação com uma cuidadora. UMA MENINA, UM RIO, animação de Renata Martins, acompanha uma personagem da infância à maturidade tendo o percurso de um rio como fio condutor. Já SIGO ENQUANTO ESPERO, de Isadora Libório, apresenta Marlene e Péricles, casados há 66 anos, em uma casa atravessada por objetos e memórias da vida compartilhada pelo casal.

A Menina e o Rio, de Renata Martins . - Foto: Divulgação

A Mostra 60+ em Ação reúne seis filmes realizados por cineastas com 60 anos ou mais, profissionais ou amadores. A seleção deste ano traz produções de Rondônia, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

DESTINO DA PELE, de Marcela Bonfim, acompanha uma benzedeira que reencontra um homem ligado a um episódio de racismo vivido por ela na infância. OS ENCANTADOS, de Adroaldo Almeida, registra os moradores de Itororó, na Bahia, enquanto MELODIA ANCESTRAL, de Beatriz Costa, reconstrói a trajetória de um maestro negro da periferia de São Paulo entre as décadas de 1950 e 1980.

Destino de Pele, de Marcela Bonfim. - Foto: Divulgação

Completam a mostra SOL A PINO, de Eunice Cunha, documentário construído a partir das memórias de uma mulher sobre a própria mãe; CADEIRA VAZIA, de Marco Madeira, sobre um investigador gay não assumido que apura a tentativa de assassinato de sua sobrinha, uma travesti negra; e SUÁ, A PRAIA QUE SUMIU, de Thais Helena Leite, sobre uma praia de Vitória aterrada nos anos 1970 em nome do progresso.

A Mostra Competitiva Nacional, com curadoria de Helena Ignez, Jorge Bodanzky e Luiz Carlos Merten, também conta com seis filmes. RECIFE TEM UM CORAÇÃO, de Rodrigo Sena, acompanha Silvio Silva, artista da música brega que recorre a seus seguidores para conseguir um novo equipamento de trabalho. QUEM FICOU FUI EU, de Maria Garé e Luiza Pace, retrata uma mulher que deixa o mercado de trabalho para cuidar da mãe com Alzheimer. Já MOTI, de André Okuma, retrata as memórias da imigração japonesa no Brasil e acontecimentos políticos contemporâneos.

O Prazer é Todo Meu, de Vanessa Sandre. - Foto: Divulgação

A sexualidade na maturidade aparece em O PRAZER É TODO MEU, de Vanessa Sandre. No filme, Amélia está aposentada e vive há mais de cinco décadas em um casamento tradicional quando descobre nunca ter tido um orgasmo e inicia uma busca pelo próprio prazer. 

Também disputam a mostra MARINA COLASANTI – ENTRE A SÍSTOLE E A DIÁSTOLE, de Alessandra Colasanti, construído a partir de arquivos e falas da escritora sob o olhar de sua filha, e O ÚLTIMO VARREDOR, de Perseu Azul e Paulo Alipio, sobre um trabalhador que recolhe os grãos restantes das grandes operações do agronegócio como forma de sustento.

Homem Dinossauro, de Kazuya Ashizawa. - Foto: Divulgação

A Mostra Internacional reúne seis curtas de Reino Unido, Japão, Índia, Peru, Argentina e Estados Unidos. O recorte apresenta diferentes perspectivas culturais sobre o envelhecimento e aborda experiências relacionadas a desejos, conflitos, afetos, autonomia e relações sociais. AMOR À PRIMEIRA VISTA (LOVE AT FIRST SIGHT), de Michael Davies, acompanha a aproximação entre dois moradores de um lar para idosos. Em HOMEM DINOSSAURO (DINOSAUR MAN), de Kazuya Ashizawa, uma ferrovia localizada em uma região montanhosa do Japão está prestes a ser desativada.

Também fazem parte da seleção TESTEMUNHO DE ANA (TESTIMONY OF ANA), de Sachin Dheeraj, sobre uma mulher idosa Adivasi acusada de bruxaria na zona rural da Índia; A MUDANÇA (LA MUDANZA), de Ariana Andrade Castro, que acompanha um casal de idosos cuja rotina é alterada pela chegada de novos vizinhos; POSSO FICAR COM ELE? (¿ME LO PUEDO QUEDAR?), animação de María Rosario Carlino e Patricia Gualpa sobre relações entre humanos e animais; e NÃO PEÇA DESCULPA (DON’T BE SORRY), de David Au, no qual uma idosa sul-coreana reage depois que o marido é vítima de um ataque de ódio contra asiáticos.

Além das mostras, a edição promove uma roda de conversa com os curadores Luiz Carlos Merten e Jacqueline Durans e a atriz Magali Biff, protagonista de MULHER PAPAYA, com mediação da atriz e professora Imara Reis. O encontro terá como ponto de partida os critérios da seleção e questões de representatividade e sexualidade.

Outra novidade será a realização do fórum Brasil 60+ sob a Ótica das Mulheres do Audiovisual, em parceria com o Instituto + Mulheres, no Museu Lasar Segall, em São Paulo. A iniciativa parte do crescimento da população com 60 anos ou mais para discutir seus impactos no setor audiovisual, incluindo novos públicos, mercado de trabalho, permanência e reconhecimento profissional, desigualdades e formas de representação do envelhecimento.

O Festival inclui ainda o resultado das Oficinas de Cinema 60+, que tiveram 175 participantes em sete turmas realizadas em Capão Redondo, Cidade Tiradentes, Guaianases, Heliópolis, Campo Limpo, Campinas e Santos. O processo deu origem ao média-metragem NOSSOS SONHOS NO CINEMA, com coordenação, roteiro e direção de Eugenia Cecchini e direção de fotografia e montagem de Cecilia Engels.

Serviço

6º FESTIVAL CINE INCLUSÃO 60+ EM FOCO

Data: 20 a 27 de setembro de 2026

Cidades: São Paulo, Campinas e Santos

Locais:

São Paulo – Espaço Petrobras de Cinema, Museu Lasar Segall e Cine Favela

Campinas – Cine Terracota e Pavão Cultural

Santos – Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS)

Entrada gratuita

Acessibilidade: os filmes contam com recursos de acessibilidade

Mais informações: cineinclusao.com.br

Redes sociais: @cineinclusao | Festivalcineinclusao

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