Após a estreia mundial na Competição Oficial do 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai, onde disputou o Golden Goblet, principal prêmio do evento, O DESERTO DE LUIZA, de Alan Minas, está na Mostra Novos Rumos, do Festival do Rio, que acontece de 1 a 11 de outubro no Rio de Janeiro.
O longa marca o retorno de Alan Minas à ficção dez anos após A Família Dionti. Produzido pela Caraminhola Filmes em coprodução com a Riofilme e a britânica Union Content, o longa acompanha uma adolescente que precisa enfrentar o primeiro amor e a doença mental da mãe enquanto busca encontrar seu próprio lugar no mundo.
Apaixonada por desenho, Luiza, de 15 anos, acha no grafite um espaço de pertencimento e descoberta. A rotina da jovem se transforma quando a mãe sofre um surto psicótico que abala toda a família. Entre medos e responsabilidades que chegam cedo demais, ela vive uma jornada de amadurecimento e autodescoberta. Desenvolvido ao longo de uma década, o projeto se inspira numa experiência familiar relacionada à saúde mental.
Para contar essa história, Minas combina elementos do drama de formação e da fantasia para que refletir sobre realidade, imaginação e loucura e explorar preconceitos associados ao transtorno mental. A estreia no Festival do Rio ganha um significado especial para o diretor, por representar também o encontro do filme com seu público e com a equipe que tornou sua realização possível. "A alegria de estrear no Festival do Rio se dá pela imensa representatividade que ele possui no Brasil e no mundo; e, também, pelo fato de essa celebração ser em nossa casa: junto à equipe e elenco maravilhosos, fundamentais à feitura do filme."
Segundo a produtora Daniela Vitorino, a história de Luiza fala sobre o momento em que crescer deixa de ser uma escolha e se torna uma urgência. Ambientado no subúrbio carioca contemporâneo, o filme acompanha uma adolescente atravessada pelas descobertas da juventude e pelo colapso emocional da própria família, propondo um olhar sensível sobre saúde mental, afeto e autonomia.
