Antes de nomes como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna se tornarem ícones globais, um pioneiro colocou o Brasil no mapa do automobilismo mundial. Com direção de Paulo Pastorelo e produção da Ebisu Filmes em coprodução com Guga Landi, Race Car Register BR e Unaí Produções, o documentário EU QUERIA SER CHICO LANDI resgata a vida e o legado do primeiro brasileiro a competir na Fórmula 1, um homem que foi ídolo dos ídolos.

O título do filme surge de um momento histórico: em uma festa à fantasia, ao ser questionado sobre quem gostaria de ser, o bicampeão mundial Emerson Fittipaldi não hesitou em vestir o macacão, o Capacete de Couro macio Estilo "Cuca" e os clássicos "óculos abelha" para homenagear seu ídolo:
"Eu queria ser o Chico Landi, meu grande herói!", afirmou.
Com um vasto material de arquivo e depoimentos inéditos de pilotos, mecânicos e jornalistas para traçar uma linha do tempo que atravessa o século XX, EU QUERIA SER CHICO LANDI recupera os primeiros passos desse paulistano que estreou em 1934 no Circuito da Gávea, no Rio; transformou Interlagos na sua segunda casa desde a inauguração do circuito em 1940, ultrapassou as restrições da Segunda Guerra Mundial — quando adicionou gasogênio aos motores para não parar de correr; abriu as portas do automobilismo internacional correndo na Europa entre 1947 e 1957, foi chefe de equipe e ídolo de toda uma geração de pilotos que levou o Brasil a se tronar 8 vezes campeão de F1 pelos braços de Emerson, Piquet e Senna. Uma vida dedicada à paixão pela mecânica e pela velocidade.
Idealizado por Guga Landi, neto do piloto, o documentário também relembra as vitórias históricas no GP de Bari (1948/1952) e a ousadia de criar sua própria equipe, a Escuderia Bandeirantes, para disputar o mundial de 1952 com os icônicos carros amarelos de rodas verdes, além da parceria de Landi com Toni Bianco na construção de monopostos de Fórmula Jr. e sua contribuição vital para a consolidação da indústria automobilística nacional.
EU QUERIA SER CHICO LANDI é um mergulho no espírito indomável de um homem que terminou sua jornada como diretor de Interlagos, o autódromo que ele mesmo viu nascer. O filme é um tributo a um piloto que ajudou a moldar a identidade do automobilismo no país.

Em uma festa à fantasia, ao ser questionado sobre quem gostaria de ser, o bicampeão mundial Emerson Fittipaldi disse: "Eu queria ser o Chico Landi, meu grande herói!"
O longa é produzido pela Ebisu Filmes, em coprodução com Unaí Produções, Claro, Guga Landi e Race Car Register BR e conta com patrocínio da Porto, Autolux e Bardahl, além do apoio da Usina Atena e dos parceiros culturais: Trip, ITA - Italian Trade Agency, Old Cars Club de Bari (Bari), Apulia Film Commission e Emilia-Romagna Film Commission. A obra tem previsão de estreia em novembro de 2026 e, posteriormente, será exibida na Clarotv, Sportv e Globoplay.
SINOPSE
EU QUERIA SER CHICO LANDI é um documentário que explora a vida e a carreira do pioneiro do automobilismo brasileiro, Chico Landi. Através de depoimentos de pilotos, mecânicos e jornalistas, e de um rico e extenso material de arquivo, o filme celebra a paixão, as vitórias e os desafios enfrentados por Landi, que não apenas conquistou pistas brasileiras e internacionais, mas também inspirou gerações de pilotos, moldando a história do automobilismo no Brasil.
O DIRETOR
Paulo Pastorelo é arquiteto e urbanista formado pela FAU-USP (2005) e mestre em Estudos Cinematográficos e Audiovisuais pela Universidade Paris 3 – Sorbonne Nouvelle (2011). Iniciou sua trajetória no cinema com o documentário Vale o homem seus pertences (2005), desdobramento de uma pesquisa realizada no Vale do Jequitinhonha entre 2000 e 2002.
É codiretor do premiado Elevado 3.5 (É Tudo Verdade, 2007) retrato da vida no entorno do Minhocão, em São Paulo e, em 2013, lançou nos cinemas seu segundo longa-metragem, Tokiori – Dobras do Tempo, uma coprodução entre Brasil, França e Japão.
Realizou também "Viva o Cinema!" (2016), documentário sobre processos pedagógicos e criação audiovisual na escola, exibido no Festival Internacional de Cinema de Tóquio, e a série "Três Joias" (2018), que investiga a presença do budismo no Brasil. Em 2022, dirigiu e cocriou a série "Monumentos", produzida pela o Sesctv, propondo uma reflexão sensível e ampliada sobre patrimônio cultural.
Mais recentemente, dirigiu "Almino Affonso – por ele mesmo" (2023), documentário que revisita a trajetória do político brasileiro a partir de entrevistas e arquivos. Sua filmografia articula investigação histórica, escuta de personagens e uma abordagem autoral voltada à construção da memória no audiovisual.

Guga Landi (neto), Rita Landi (filha), Emerson Fittipaldi, Marina Pessoa (coprodutora), Paulo Pastorelo (diretor), Luis Augusto Landi (neto), Mauricio Marx.- Foto: Divulgação