
A Vitrine Filmes acaba de divulgar o cartaz oficial do relançamento de SÃO PAULO SOCIEDADE ANÔNIMA, clássico de Luiz Sergio Person, marcando mais uma etapa da celebração dos 60 anos do filme, que volta aos cinemas brasileiros em cópia restaurada em 4K a partir de 26 de fevereiro, pela SESSÃO VITRINE PETROBRAS.
A arte do cartaz retrata o espírito inquieto e moderno da obra. Em destaque, o protagonista Carlos, interpretado por Walmor Chagas, personagem complexo e imerso na paisagem industrial da metrópole que o molda e o consome.
Ambientado na São Paulo dos anos 1950 e 60, o longa acompanha o jovem Carlos (Chagas), um funcionário da indústria automobilística que se vê dividido entre as promessas de ascensão social e o vazio de uma vida mecanizada. A restauração em 4K foi realizada em parceria entre a Lauper Films, a Cinemateca Brasileira e a Cineteca di Bologna, com o apoio da The Film Foundation e da Hobson Lucas Family Foundation.
O relançamento de SÃO PAULO SOCIEDADE ANÔNIMA reafirma o compromisso da SESSÃO VITRINE PETROBRAS com a preservação de clássicos da sétima arte e acessibilidade das novas gerações ao cinema brasileiro.
Estreia: 26 de fevereiro de 2026
Sessão Vitrine Petrobras
Distribuição: Vitrine Filmes
Restauração: Lauper Films, Cinemateca Brasileira, Cineteca di Bologna.
SÃO PAULO SOCIEDADE ANÔNIMA (1965)
FICHA TÉCNICA
Direção: Luiz Sergio Person
Roteiro: Luiz Sergio Person
Elenco: Walmor Chagas, Eva Wilma, Darlene Glória, Otelo Zeloni, Ana Esmeralda.
Produção: Renato Magalhães Gouveia
Fotografia: Ricardo Aronovich
Montagem: Glauco Mirko Laurelli
Música: Cláudio Petraglia, Francisco Alves e David Nasser
Duração: 107 min
País: Brasil
Sinopse curta: Em plena explosão da indústria automobilística brasileira no final dos anos 1950 em SP, um jovem de classe média tenta encontrar sentido na vida em meio à alienação do trabalho e a despersonalização da vida urbana na metrópole que cresce, engole e silencia seus habitantes.
Sinopse: Lançado em 1965, São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person, é um marco do cinema brasileiro e um retrato intenso da metrópole em plena industrialização. A história acompanha Carlos, um jovem de classe média que, ao trabalhar na indústria automobilística, tenta dar sentido à própria vida em meio à engrenagem impessoal do progresso. Narrado em primeira pessoa e estruturado em fragmentos de memória, o filme expõe o desencanto de uma geração que vê o crescimento econômico caminhar junto da alienação e do vazio existencial. Nele, São Paulo surge como personagem viva, moderna, caótica e desumanizadora, espelho de um país em transição. Com linguagem inovadora e crítica social aguda, a obra de Person permanece atual ao revelar o custo humano após um surto industrial capitalista .