Um dos principais destaques de ANTÔNIO ODISSEIA, filme do brasileiro Thales Banzai, é sua trilha sonora diversa e marcante, que ajuda a traduzir a jornada de delírio vivida por seu protagonista. O longa terá sua estreia mundial no Slamdance Film Festival, nos Estados Unidos, festival que exibiu os primeiros filmes dos vencedores do Oscar recentes como Sean Baker (Anora), Christopher Nolan (Oppenheimer) e Bong Joon-ho (Parasite), além de nomes de destaque como Rian Johnson, Lena Dunham, Ari Aster, entre outros.
ANTÔNIO ODISSEIA acompanha Antônio e sua amiga Ivy em uma trajetória que começa com um assalto — o roubo de uma droga — e se transforma em uma experiência surreal, atravessada por encontros inesperados que levam a dupla até um embate com Deus.
Para criar um ambiente sonoro afinado com essa travessia entre realidade e delírio, Banzai se cercou de talentos que combinam tradição e experimentação. A trilha original é assinada por Kiko Dinucci, enquanto o arranjo de cordas fica a cargo de Arthur Verocai, compositor e maestro cuja obra atravessa a música popular brasileira, o jazz e a escrita orquestral, com forte presença no cinema e na música desde os anos 1970.
A trama conta ainda com participações vocais de Elisa Pieruccini e com a narração do cantor Chico César, além do ícone da música brasileira, Leci Brandão, que também integra o elenco do filme. Nome essencial para a história do nosso samba, Leci empresta sua voz a um projeto que dialoga com questões de identidade e espiritualidade, trazendo tradição e ancestralidade como contraponto à experimentação sonora do filme.
Coprodução entre Brasil e Estados Unidos, ANTÔNIO ODISSEIA é o primeiro longa-metragem de Thales Banzai e integra a programação do Slamdance, festival dedicado a filmes de estreia e produções independentes, que acontece entre 19 e 25 de fevereiro em Los Angeles, nos EUA. A trilha sonora acompanha o percurso do filme com diferentes registros e referências, contribuindo para a construção de um universo sonoro que caminha junto da narrativa.
Estrelado por Kelson Succi e Iraci Estrela, ANTÔNIO ODISSEIA tem participações especiais de Antônio Pitanga, Luiz Bertazzo e a saudosa Teuda Bara, num de seus últimos papéis.
SINOPSE
Um boteco de beira de estrada é a exaustiva realidade de Antônio, jovem preto que se viu preso a esse lugar depois de nunca conseguir pagar o que devia a Seu Cássio - um velho vigarista, violento e dono do pedaço. É só quando sua amiga, Ivone, aparece de surpresa que seu destino entra em campo: ela quer assaltar o boteco, mas precisa da ajuda de Antônio. Afinal, só ele sabe onde Seu Cássio guarda suas armas e a valiosa droga que trafica na região - o que promete ser o ticket para Antônio e Ivone fugirem dali.
Já com o assalto bem sucedido, ao invés de venderem a droga e aproveitarem o lucro, os dois escolhem outro caminho: consumir toda a droga que roubaram numa viagem interior em busca de Deus. Eles vão se deparar com um novo mundo recheado de armadilhas, memórias traumáticas e finalmente um embate divino com Deus, que precisa justificar para Antônio porque a vida deles é como é.
Para Antônio, mudar sua realidade é sua missão. E nós embarcamos junto com ele nessa Odisseia.

O DIRETOR
De curtas-metragens filmados em VHS a promos de skate em Mini-DV e comerciais coreografados com câmeras robô, Thales Banzai se jogou de cabeça na direção e produção de projetos criativos diversos. Seus primeiros curtas experimentais foram selecionados para o Festival do Minuto, o Curta Cinema e o Curta-8.
Seus créditos incluem a direção do documentário Duas Mulheres, Duas Vidas, Uma Luta, que cruza as trajetórias de Elza Soares e da judoca Rafaela Silva, com milhões de views no YouTube, e o longa documental Favela é Moda, de Emílio Domingos, vencedor do Festival do Rio 2019, onde foi produtor associado.
Com produção independente sempre ativa, Thales dirige e produz documentários, videoclipes e curtas exibidos em festivais nacionais e internacionais e lançados no canal Nowness. Além de Antônio Odisseia, desenvolve uma série antológica internacional de suspense com Murilo Hauser e Heitor Lorega (Ainda Estou Aqui). Atualmente vive em Los Angeles, com o coração no Brasil.
FILMOGRAFIA (selecionada)
- Casal (2014) — curta-metragem
- Duas Mulheres, Duas Vidas, Uma Luta (2017) — curta-metragem
- O Que Os Jovens Chamam de Música (2017) — curta-metragem
- Bunda Dura Não Treme (2017) — curta-metragem
- Gato Preto(2019) — curta-metragem
- Antônio Odisseia (2025)

O ROTEIRISTA E PROTAGONISTA
Nascido no Complexo do Alemão (RJ) e premiado no Cannes Lions 2019 com Bluesman, de Baco Exu do Blues, Kelson Succi é ator, poeta, dramaturgo, roteirista e diretor. Diante da falta de oportunidades e do desejo de protagonizar uma história "preta, potente e bela", idealizou o espetáculo Cuidado com Neguin, sucesso de público em duas temporadas no Rio de Janeiro (Casa Rio e Memorial Getúlio Vargas) e destaque do Dramaturgias 2, do Sesc Ipiranga, em São Paulo.
Em 2017, foi artista convidado da People's Palace Projects para a residência Creative Lab, em Londres, parceria com a Queen Mary University of London. Venceu o prêmio de Melhor Ator no Festival Saindo da Gaveta pelo longa Selvagem (2019), dirigido por Diego da Costa, e participou do festival Arte Core (MAM-RJ), onde realizou a instalação performática Isso Não É Uma Obra do Jackson Pollock, uma crítica à tragédia dos 80 tiros. Formado pelo Teatro O Tablado e pelo Brecha, atuou nas séries Cinema de Enredo e Fim de Comédia, além de ter participações em Filhos D Medea, de Marco André Nunes, e Álbum em Família, de Daniel Belmonte. Foi ainda convidado a apresentar o festival de música brasileira Coala Virtual.