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Na reta final do Festival de Cinema Italiano, evento divulga os títulos mais vistos desta edição
Festival celebra 20 anos com exibições gratuitas em todo o país e apresenta os filmes preferidos do público até o momento
Publicado em 26/11/2025 14:32
CINEMA
Em sua reta final, o Festival apresenta os títulos mais assistidos até agora. - Foto: Divulgação

Faltam apenas 4 dias para o encerramento do 20º FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO NO BRASIL, que segue com a programação até 29 de novembro, em mais de 90 cidades espalhadas por todo Brasil e também no streaming. O evento é totalmente gratuito tanto nas sessões presenciais quanto na plataforma online disponível no site do festival, que apresenta 24 longas entre títulos inéditos e clássicos italianos.

Em sua reta final, o Festival apresenta os títulos mais assistidos até agora, filmes que vêm conquistando lugar especial no coração do público e que se destacam pela força de suas histórias e pela conexão com espectadores de todas as gerações.

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Confira os filmes mais vistos pelo público até agora:

La Vita Da Grandi (Irmãos), de Greta Scarano (2025)

Irene vive em Roma quando recebe um chamado inesperado: deve voltar para Rimini para cuidar do irmão Omar, adulto e autista, que foi excessivamente protegido e não consegue ser independente. Omar, no entanto, tem sonhos claros — quer se tornar um cantor de rap, casar e ter três filhos — e pede a Irene que lhe ensine a "ser adulto" de verdade. Neste lar carregado de memórias, os dois embarcam num curso intensivo de crescimento mútuo, descobrindo que, para amadurecer, às vezes é preciso estar em sintonia em dois corações.

Eterno Visionario (Eterno Visionário), de Michele Placido (2024)

A biografia de Luigi Pirandello expõe, por trás do gênio literário, um homem profundamente marcado pelos conflitos familiares — especialmente o drama da esposa, internada devido a distúrbios psiquiátricos. Enquanto viaja para receber o Nobel, Pirandello revisita relações que definiram sua vida e sua arte, revelando feridas, afetos e contradições.

Diamanti (Diamantes), de Ferzan Özpetek (2024)

Ambientado entre os anos 1970 e o presente, Diamantes celebra as relações femininas que mantêm vivo um ateliê de figurinos em Roma. Entre ambições, memórias familiares e o peso das mudanças, as irmãs Alberta e Gabriella mostram como o passado se costura ao presente. É um filme sobre legado, identidade e a força das famílias formadas dentro e fora do laço sanguíneo.

L'Abbaglio (A Ilusão), de Roberto Andò (2025)

O longa é ambientado em 1860, durante a célebre empreitada dos Spedizione dei Mille liderada por Giuseppe Garibaldi e retrata o momento em que Garibaldi parte rumo à Sicília, acompanhado por jovens idealistas vindos de diversas regiões do país. O diretor utiliza esse episódio do Risorgimento para explorar tanto o lado épico da unificação da Itália quanto as contradições individuais e sociais que permeiam a história e reflete sobre identidade, unificação e os mitos nacionais.

Gioia Mia (Verão na Sicília), de Margherita Spampinato (2025)

O filme retrata o confronto entre tradição e modernidade através da convivência entre Nico, um menino inquieto, e sua tia profundamente religiosa na Sicília. Entre crenças, superstições e descobertas, a história mostra como relações familiares podem tanto proteger quanto desafiar — e como o verão pode transformar para sempre a infância.

Gioia Mia (Verão na Sicília), de Margherita Spampinato (2025)

Le Assaggiatrici (As Provadoras de Hitler), de Silvio Soldini (2025)

Inspirado no romance homônimo de Rosella Postorino, o filme narra a história de um grupo de mulheres forçadas a provar a comida de Hitler para garantir que não estivesse envenenada. No centro, a jovem Rosa encontra-se dividida entre o medo, a sobrevivência e uma inesperada amizade entre as provadoras. Uma história sobre resistência, silêncio e solidariedade feminina em tempos sombrios. O filme obteve 3 indicações e ganhou um prêmio do Nastri d'Argento. Lançado na Itália em março, a obra já atraiu quase meio milhão de espectadores.

La Cena (O Jantar), Ettore Scola (1998)

Em uma noite movimentada em um restaurante italiano, diferentes grupos de clientes — casais, famílias, jovens e idosos, turistas e frequentadores habituais — compartilham suas histórias ao longo do jantar. Sob o olhar atento e acolhedor da anfitriã Flora, o salão se transforma em um palco de confissões, reencontros, desentendimentos e celebrações. A câmera circula livremente entre as mesas, a cozinha e os bastidores, revelando tanto os dilemas dos clientes quanto as pequenas intrigas e aspirações da equipe do restaurante. Um mosaico humano que reflete a sociedade italiana com humor e melancolia.

Ladri di Biciclette (Ladrões de Bicicletas), de Vittorio De Sica (1948)

Considerado um dos maiores clássicos do neorrealismo italiano, o filme retrata a dura realidade da Itália no pós-guerra, explorando temas como pobreza, dignidade e sobrevivência. Acompanhamos Antonio, um pai desempregado que finalmente consegue um trabalho colando cartazes, mas depende de sua bicicleta para trabalhar. Quando sua bicicleta é roubada, ele e seu filho pequeno percorrem Roma em uma busca desesperada para recuperá-la. A partir de uma narrativa simples com atores não profissionais, Vittorio De Sica cria um retrato intenso da fragilidade humana e da luta por respeito e dignidade em meio às adversidades sociais.

Hey Joe, de Claudio Giovannesi (2024)

Nesta trama intercontinental, um veterano americano retorna a Nápoles para encontrar o filho que nunca conheceu. A relação entre os dois, marcada por abandono, mágoas e resistência, desencadeia um confronto emocional entre passado e presente. Hey Joe revela o difícil processo de reconstruir vínculos depois que a vida tomou caminhos opostos.

Napoli-New York (De Nápoles a New York), de Gabriele Salvatores (2024)

Inspirado em uma ideia de Fellini, o filme narra a jornada de dois jovens que cruzam o oceano clandestinamente após a guerra. Mais do que uma aventura de sobrevivência, a história é sobre a força dos laços que escolhemos preservar e sobre como a busca por um reencontro pode redefinir o significado de família em um novo mundo.

Le Città di Pianura (A Última Rodada), de Francesco Sossai (2025)

Carlobianchi e Doriano, dois cinquentões à deriva, compartilham uma obsessão: tomar a última "saideira". Numa noite qualquer, enquanto vagam de carro de um bar a outro pela imensa planície do Vêneto, cruzam o caminho de Giulio, um jovem e tímido estudante de arquitetura. Esse encontro inusitado com dois mentores improváveis transforma radicalmente a visão de Giulio sobre o amor, a vida e o futuro. Um road movie nostálgico que viaja na velocidade da sobriedade.

O Festival é um projeto realizado pela Câmara de Comércio Italiana de São Paulo – ITALCAM, em colaboração com a Embaixada da Itália e com o Ministério da Cultura.

Mais informações no site oficial do evento: LINK

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