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ULISSES, novo filme de Cristiano Burlan, chega em Brasília nesta semana
Com estreia no Cine Brasília, 'Ulisses' une o clássico e o contemporâneo de forma experimental e fragmentada
Publicado em 24/11/2025 12:05
CINEMA
O filme está previsto para estrear no Cine Brasília, nos dias 27 e 29 de novembro. - Foto: Divulgação

Dono de uma filmografia abrangente e diversificada, Cristiano Burlan lança nos cinemas de Brasília nesta quinta (27/11) seu novo longa ULISSES, com produção e distribuição assinadas por Bela Filmes e Chatrone. O longa é o primeiro de uma trilogia, que conta com Nosferatu, que fez sua estreia mundial no Festival de Brasília em setembro, e o inédito Dom Quixote.

O filme está previsto para estrear no Cine Brasília, nos dias 27 e 29 de novembro. A programação também se estende para o próximo mês, com mais uma sessão no dia 02 de dezembro.

Confira os horários:

27/11 às 18h;

29/11 às 14h;

02/12 às 16h30. 

Com Rodrigo Sanches, no papel-título, o longa é uma jornada a partir de fragmentos de vida, construída a partir de lembranças, afetos e perdas, formam um quebra-cabeça que não quer ser montado. O caminho de um homem perdido entre ruínas e rastros apagados encontra eco numa São Paulo labiríntica, onde cada rua, rosto e gesto é um signo em disputa.

A fotografia em preto e branco de Helder Martins traz uma São Paulo marcada por fluxos interrompidos e zonas de passagem. Dessa forma, a cidade representa o estado mental da personagem, a partir de sua arquitetura de viadutos, ruas do centro e construções degradadas.

Burlan trabalha em ULISSES com um cinema que experimenta suas possiblidades formais.  Vozes, presenças e ausências invadem a tela, materializando o estado mental conturbado do protagonista. Já Penélope (Ana Carolina Marinho), multifacetada e ambígua, o acompanha como testemunha de uma busca que nunca se completa. Ela surge em diferentes corpos e vozes, compondo um quadro emocional que escapa da estabilidade romântica. São memórias, fragmentos de discurso, fantasmas.

Ao trazer para a São Paulo contemporânea o clássico personagem de Homero, o diretor investiga como passado ainda existe no presente numa metrópole cercada por concreto, incertezas e abismos sociais.

"Um cinema marginal, enfim, ao retratar um indivíduo também percebido desta forma. Por isso, os bairros que abrangem o Minhocão, no centro de São Paulo, se tornam essenciais, com o acréscimo da figura de Jean-Claude Bernardet, no papel do homem em situação de rua, que já apareceu em projetos anteriores," escreve Bruno Carmelo, em Meio Amargo.

"O material sobrevive por nunca negar sua essência: um projeto experimental que caça a linguagem em sua composição híbrida, investigando o trabalho de atores e atrizes, ecoando em cena não apenas as vozes do processo criativo, mas também as da própria finalização, bem como as expectativas e a recepção de uma plateia hipotética," comenta Marcio Tito, em Deus Ateu.

ULISSES é produzido e distribuído por Bela Filmes e Chatrone

Sinopse

Ulisses vaga em busca do caminho de volta para casa. Mas os rastros se apagaram, e a casa agora é apenas uma lembrança em ruínas. Preso em um pesadelo, ele tenta fugir da metrópole labiríntica, enquanto é assaltado pelos rostos do passado. Resquícios de sua memória o atormentam. As estradas que cruza e as pessoas que encontra o guiam até um mar em que Ulisses navega, aportando em lugares insuspeitos. Ele naufraga aos poucos em uma angústia sufocante, sem saber para onde está indo e nem por quê.

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